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domingo, 15 de março de 2015

TORTON, CONTINUANDO A AVALIAÇÃO

depois de uma lavada, melhor dizendo, um banho de esponja, já que nesses tempos bicudos, temos que ser politicamente corretos e economizar água, retirei o tanque e passei a uma olhada mais critica:


O quadro está em bom estado, sem trincas ou reparos de solda aparentes. Como a idéia é preocupar-se por hora apenas com a parte funcional, deixando a estética para uma segunda etapa, nada a mexer por aqui.

Como eu já havia comentado em um post anterior, os cabos estão em petição de miséria mas os comandos, manetes, punho do acelerador e o controle do afogador estão em condições aceitáveis.

A mesma coisa para o outro lado. Aqui temos a embreagem, o controle do avanço e a alavanquinha em baixo é o descompressor, que serve para desligar o motor.  Tudo funcional então, toca em frente.

A embreagem está um pouco estranha, parece ter um curso muito curto. Pode ser só por causa do mau estado do cabo mas, de qualquer modo, a alavanca de acionamento dentro da caixa parece estar em um ângulo estranho, muito alta então, é algo a verificar quando o cabo for trocado.
Tentei sacar a alavanca da partida para verificar o estado da mola de retorno que parece meio fraca, mas após sacar a porca, a alavanca parecia muito decidida a ficar onde estava e o sacador que eu emprestei do Hadys tinha as garras muito grossas para entrar no pequeno espaço entre a alavanca e a capa da mola. Vai ter que esperar por um sacador menor ou até que eu tenha coragem de dar uma boa pancada na ponta do eixo para ver se a alavanca salta fora.

Aqui um detalhe interessante, o platinado, opção jurássica aos modernos módulos eletrônicos, é apenas uma chapinha e gira solidário com a mesa.

Well, agora é limpar o carburador e ver como ele vai se comportar já que chegou o jogo de juntas que eu comprei pelo ebay.uk (United Kingdom) para isso.
Depois eu conto o resto, abs.


quinta-feira, 12 de março de 2015

A VENDA - PROJETO PANHEAD DUOGLIDE 1958

Projeto panhead 1958 sem motor -  R$ 17.000,00
Aceito troca por quadro de Harley Big twin de 1930 a 1954 + diferença a combinar
Até a década de 60 as HDs não tinham numero de chassis, constava no documento o número do motor, portanto chassis originalmente sem numero e portanto sem documento
Optei por manter a moto com a "patina" original pois fica a opção de mantê-la sem restauração, apenas lavada e lubrificada

 
Quadro original de panhead duoglide (NÃO É SHOVEL) para tanque de óleo ferradura, sem soldas nem trincas aparentes


Balança traseira redonda original, sem trincas ou soldas
Provavelmente amortecedores de 12 pol pois esta "rebaixada" e o original é 13,5 pol
 
 
Tanque de óleo original de duoglide com as "orelhas" originais. Precisa funilaria, tem a tampa e o bujão 
 
 
Freio traseiro hidráulico original, tem as lonas, precisa burrinho novo
Panela de freio sem trincas, coroa em bom estado


Banco duplo original "buddy seat", completo com rail
Suporte T sem soldas ou trincas
Poste completo com todas as molas, funcionando perfeito


Paralamas traseiro precisando de funilaria
Lanterna traseira original com lente de vidro para luz de placa
Suporte de placa original
Leva uma lente traseira vermelha nova, réplica da original
 
 
Suportes dos pedais/plataformas em perfeito estado
Plataformas precisando de funilaria
Cilindro mestre em bom estado, creio que só troca de reparo
Não tem pedal de câmbio nem de freio


Rodas aro 16 com ferrugem superficial
Cubos star hub completos, em bom estado, rodando livres
Raios enferrujados, nenhum quebrado ou faltando
Paralamas dianteiro precisando de funilaria
 
 
Canelas em bom estado, tubos com ferrugem assim como as capas das bengalas
Não desmontei a frente, portanto não sei o estado dos internos


Freio dianteiro completo com lonas, braço de acionamento e molas, faltando apenas cabo e manete/manicoto
 
 
Capas da hidraglide em inox, precisando de funilaria
Não tem risers nem guidão

Caixa de câmbio original com solda, tem apenas as peças da foto
Não tem tampa nem kick start
 
 
Tem o suporte do escapamento original, placa elétrica distribuidora traseira e capa dos amortecedores
 
 
acompanha banco duplo para ser usado direto no quadro


E um par de bolsas traseiras de shovel, em fibra, precisando de reparos, com seus respectivos suportes
 
 
E acompanha ainda um mata cachorro dianteiro precisando de funilaria
 
 
Tanque sem furos ou podres aparentes, precisando de funilaria
Tem a base e a capa original do painel
Não tem velocímetro
 
 
E para quem acha que só HD rabo duro é bonita ... 

sábado, 7 de março de 2015

Torton, avaliação inicial

OK, chega de ficar babando na moto e vamos trabalhar, uma avaliação preliminar revelou que:

1) o motor parece em bom estado, sem fumar ou apresentar barulhos estranhos, mas com vazamentos de óleo.


Dá para perceber também, pelo arame colocado nela, que a torneirinha da gasolina não deve estar bem de saúde e realmente ela só gira com a ajuda de um alicate. A torneirinha do outro lado está na mesma condição. Primeiros itens a serem trocados.




Como a conexão do tanque da Norton tem rosca 1/4" BSP, nem adianta tentar achar uma opção nacional para elas. Direto pro ebay.

O segundo aspecto que foi notado foi a carburação irregular. O carburador ainda é o original, um Amal 276, que tem o lado da gasolina e o lado do ar em corpos separados. Veja o video para entender o funcionamento:




Vou limpar o carburador e verificar a condição interna para tentar mantê-lo na moto.

O próximo item a ser trocado a partir desta inspeção inicial é o jogo de cabos. Todos estão em condição ruim e aparentemente mais curtos do que deveriam. No estado que estão, não dá pra ter certeza se a embreagem está dura ou é o cabo que está emperrado, por exemplo. O mesmo vale para o freio dianteiro.

A partir desta primeira checagem, após trocar os cabos, limpar o carburador e vamos decidindo o que fazer mais para a frente.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

REORGANIZANDO A CRONOLOGIA DAS POSTAGENS

O troço das HDs está muito confuso aqui, nem eu sei mais o que já foi postado da reforma da Flathead 1940 TT, mas sei que não foi postada a reforma completa, então antes de perder o foco e começar a fazer postagens aleatórias de reformas que vão ocorrendo em paralelo vou retornar a TT até a finalização e ai passo para as outras pois em breve a coisa vai ficar séria por aqui
 
 
O motor é um flathead U de 1200 cc, veio fechado e com a afirmação de que já estava pronto, só rodar ...

Como  o único que tem direito de fazer gatilhos e gambiarras na moto sou eu, resolvi desmontar tudo e como já era esperado, pistões e cilindros riscados, anel travado ...

Tirando um pouco de areia dentro do bloco, provável resquício de um jateamento mal lavado e talvez causa dos problemas relatados acima

O resto até que estava bom, todo o quadicam perfeito
Todos os parafusos do motor haviam sido substituídos por Allen e originalmente seriam fenda, como não se trata de restauração e a moto é para corrida (fora que é um raio de fio de rosca intermediário que não se acha esses parafusos ) optei por mantê-los, existe um kit para esse motor com todos os parafusos Allen que é vendido como acessório e vou acreditar que foi o caso aqui
 
O motor veio sem a bomba de óleo superior, consegui uma usada, com uma das orelhas quebradas mas ao menos completa
 
 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

E COM VOCÊS, "THE UNAPPROACHABLE TORTON"

como prometido no primeiro post, temos o prazer de apresentar a "Torton":



não se animem muito, motos são como mulheres, sempre parecem melhores nas fotos (se o fotógrafo for bom...)

peraí, e de onde vem o unapprochable (inalcançável)?

Uma das coisas que me divertem quando busco mais informações sobre algo das décadas de 40-50-60 é o tipo de propaganda que era feito na época. Vejam um anúncio de 1950 da própria ES2:


"Construída a luz da experiência, a inalcançável Norton, a melhor dona da estrada do mundo" 

se bem que existem hoje em dia umas propagandas de carros coreanos que não estão muito longe disso né, Veloster? kkkk

 mas voltemos à Torton que é o que interessa. A versão corrente é que ela pertenceu desde 0 km a um senhor de 82 anos do interior do Estado do Rio de Janeiro que a usou por muitos anos para vir do Rio, onde morava, para São Bernardo do Campo, região da Grande São Paulo, onde trabalhava em uma montadora. A cerca de 10 anos atrás, ela foi encostada nos fundos da casa e permaneceu lá até que ele decidisse vendê-la no final do ano passado.

A gente nunca consegue saber o quanto é história e o quanto é estória, mas considerando o estado geral em que a comprei, a história parece bastante plausível. Comprar uma moto de 65 anos de idade, ainda em um estado razoavelmente original, ou seja sem ter sofrido uma restauração completa e funcionando, foi realmente um achado.

Enquanto espero pelo acerto da documentação, já que ela ainda está com placa amarela, surgiu a discussão sobre que tipo de restauração ela merece. E claro, isso já rendeu mais algumas horas de mesa de boteco com o Hadys discutindo as opções.

Existe aquela restauração clássica, estilo "Overhaulin" onde o veículo é desmontado e totalmente refeito, da pintura do chassis até o último decalque do tanque e naturalmente, esse tipo de restauração salta aos olhos pois parece que a moto acabou de sair da linha de montagem, mas outro tipo de restauração tem se tornado mais comum e valorizado nos últimos anos. É aquele que procura preservar a história do veículo, mantendo original tudo que ainda esteja funcionando.

Sem desmerecer quem prefere a primeira opção, que sempre é visualmente exuberante, decidi optar pela segunda. Vou arrumar os problemas mecânicos que ela tiver, recuperar as peças que estiverem excessivamente enferrujadas e/ou desgastadas para deixá-la em uma boa condição de rodagem mas vou mantê-la basicamente no estado atual. Em resumo, ela vai continuar a Torton, ou seja, uma Norton tortinha, até que, quem sabe um dia, devido a algum problema mais sério, eu seja obrigado a desmontá-la e me anime a encarar uma restauração "overhaulin".

No próximo post, o primeiro test drive e avaliação mecânica da criança.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

ENSAIO DE CARNAVAL

 
 
 Eis que há algum tempo atrás comprei uma sucata do que um dia já foi uma WL, basicamente o quadro e um amontoado de peças enferrujadas, sem nada de motor ou câmbio
 
 
Porém há mais tempo ainda eu havia trocado minha XL 250 por uma mecânica de VL 1931 que por enquanto só serve de enfeite
 
 
 Resolvi fazer um teste da mecânica VL no quadro WL, ou seja, uma mecânica de 1200 cc em um quadro de 750 cc. Para minha surpresa coube certinho, precisarei apenas fazer uma pequena modificação nas bases de fixação do motor pois os furos do VL são um pouco mais espaçados que o do WL
 
 
O câmbio também coube mas como é um pouco maior ficará com pouco espaço para o deslocamento antero-posterior, o que reduzirá um pouco a margem para regulagem da corrente da primária, mas isso é fácil de resolver, se for o caso basta colocar um esticador como o do shovel
 
 
Como hoje é domingo de carnaval, resolvi fazer um ensaio. Quadro e tanque de WL, frente Springer de VL, rodas aros 21 com cubos star hub, para lamas traseiro parcial de UL. O guidão é feito de uns pedaços de guidão de UL sem o centro

 
E não é que ficou com uma cara interessante. Preciso agora colocar o motor só para ver melhor 
O projeto não sei se vai sair, mas ao menos já tem nome: Flatstein
 

Pensei até em fechar mais as laterais do para lamas traseiro para deixar mais ainda com cara de dirt track

domingo, 8 de fevereiro de 2015

REVISÃOZINHA ...




 A shovel estava com as buchas dos raisers originais e portanto com um desgaste absurdo, durante o transporte o guidão prensou os fios e ela ficou sem partida, como não tem kick fui obrigado a improvisar, desmontei a capa do escape para permitir a ligação direta. Sorte que o piloto era das antigas e já estava acostumado com esse tipo de downgrade
 
 
Durante o evento ela comportou-se muito bem, mas apesar disso, na volta eu fiz uma pequena revisão que estava devendo há muuuito tempo
 
 
Baixei toda a frente da moto, lubrifiquei os rolamentos da mesa, substitui as buchas dos raisers que já estavam compradas há pelo menos uns 4 anos


 Substitui todos os fios quebrados
 

Reorganizei toda a instalação elétrica


Aproveitei para trocar a cebolinha de acionamento do freio dianteiro por uma que eu tinha de reserva
 

Troquei as molas  da suspensão dianteira por novas da Progressive Suspension, essas molas também já estavam comigo ha meses esperando ânimo para o serviço
Notem que elas são bem menores que as originais e  que seus elos não tem uma distância homogênea entre si, isso é o que dá o efeito de duplo estágio


 Como essas molas são menores no kit acompanha um par de calços ridículos feitos de canos de PVC e que devem ser cortados de acordo com o modelo da moto
Com o uso desses calços deve-se eliminar o sistema de saída de ar da suspensão ou, conforme orientação do manual, fabricar novos calços mais largos
 
 
Logicamente não resisti e fiz calços novos para manter o sistema original
 

Aproveitei para trocar o óleo e o filtro. Nisso reparei que o sistema de trava da tampa estava espanado, tinha certeza que tinha uma tampa zero em algum lugar, algumas várias caixas depois, achei-a
 

Depois foi "só" remontar a frente toda e partir para o teste de estrada no ano novo
 
 
Mas eis que fiquei na estrada no dia 31 com uma bobina derretida !
40º com uma bobina de 2,5 ohms foi uma combinação desastrosa Mas como quem guarda tem, recoloquei a original de 4.8 ohms
 
 
Ai foi só alegria, já estava com os amortecedores traseiros PS, agora com essas molas dianteiras ficou uma beleza, a frente parou de flutuar
E eu ficava culpando o morcegão ...
 
 
 

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