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domingo, 22 de fevereiro de 2015

REORGANIZANDO A CRONOLOGIA DAS POSTAGENS

O troço das HDs está muito confuso aqui, nem eu sei mais o que já foi postado da reforma da Flathead 1940 TT, mas sei que não foi postada a reforma completa, então antes de perder o foco e começar a fazer postagens aleatórias de reformas que vão ocorrendo em paralelo vou retornar a TT até a finalização e ai passo para as outras pois em breve a coisa vai ficar séria por aqui
 
 
O motor é um flathead U de 1200 cc, veio fechado e com a afirmação de que já estava pronto, só rodar ...

Como  o único que tem direito de fazer gatilhos e gambiarras na moto sou eu, resolvi desmontar tudo e como já era esperado, pistões e cilindros riscados, anel travado ...

Tirando um pouco de areia dentro do bloco, provável resquício de um jateamento mal lavado e talvez causa dos problemas relatados acima

O resto até que estava bom, todo o quadicam perfeito
Todos os parafusos do motor haviam sido substituídos por Allen e originalmente seriam fenda, como não se trata de restauração e a moto é para corrida (fora que é um raio de fio de rosca intermediário que não se acha esses parafusos ) optei por mantê-los, existe um kit para esse motor com todos os parafusos Allen que é vendido como acessório e vou acreditar que foi o caso aqui
 
O motor veio sem a bomba de óleo superior, consegui uma usada, com uma das orelhas quebradas mas ao menos completa
 
 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

E COM VOCÊS, "THE UNAPPROACHABLE TORTON"

como prometido no primeiro post, temos o prazer de apresentar a "Torton":



não se animem muito, motos são como mulheres, sempre parecem melhores nas fotos (se o fotógrafo for bom...)

peraí, e de onde vem o unapprochable (inalcançável)?

Uma das coisas que me divertem quando busco mais informações sobre algo das décadas de 40-50-60 é o tipo de propaganda que era feito na época. Vejam um anúncio de 1950 da própria ES2:


"Construída a luz da experiência, a inalcançável Norton, a melhor dona da estrada do mundo" 

se bem que existem hoje em dia umas propagandas de carros coreanos que não estão muito longe disso né, Veloster? kkkk

 mas voltemos à Torton que é o que interessa. A versão corrente é que ela pertenceu desde 0 km a um senhor de 82 anos do interior do Estado do Rio de Janeiro que a usou por muitos anos para vir do Rio, onde morava, para São Bernardo do Campo, região da Grande São Paulo, onde trabalhava em uma montadora. A cerca de 10 anos atrás, ela foi encostada nos fundos da casa e permaneceu lá até que ele decidisse vendê-la no final do ano passado.

A gente nunca consegue saber o quanto é história e o quanto é estória, mas considerando o estado geral em que a comprei, a história parece bastante plausível. Comprar uma moto de 65 anos de idade, ainda em um estado razoavelmente original, ou seja sem ter sofrido uma restauração completa e funcionando, foi realmente um achado.

Enquanto espero pelo acerto da documentação, já que ela ainda está com placa amarela, surgiu a discussão sobre que tipo de restauração ela merece. E claro, isso já rendeu mais algumas horas de mesa de boteco com o Hadys discutindo as opções.

Existe aquela restauração clássica, estilo "Overhaulin" onde o veículo é desmontado e totalmente refeito, da pintura do chassis até o último decalque do tanque e naturalmente, esse tipo de restauração salta aos olhos pois parece que a moto acabou de sair da linha de montagem, mas outro tipo de restauração tem se tornado mais comum e valorizado nos últimos anos. É aquele que procura preservar a história do veículo, mantendo original tudo que ainda esteja funcionando.

Sem desmerecer quem prefere a primeira opção, que sempre é visualmente exuberante, decidi optar pela segunda. Vou arrumar os problemas mecânicos que ela tiver, recuperar as peças que estiverem excessivamente enferrujadas e/ou desgastadas para deixá-la em uma boa condição de rodagem mas vou mantê-la basicamente no estado atual. Em resumo, ela vai continuar a Torton, ou seja, uma Norton tortinha, até que, quem sabe um dia, devido a algum problema mais sério, eu seja obrigado a desmontá-la e me anime a encarar uma restauração "overhaulin".

No próximo post, o primeiro test drive e avaliação mecânica da criança.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

ENSAIO DE CARNAVAL

 
 
 Eis que há algum tempo atrás comprei uma sucata do que um dia já foi uma WL, basicamente o quadro e um amontoado de peças enferrujadas, sem nada de motor ou câmbio
 
 
Porém há mais tempo ainda eu havia trocado minha XL 250 por uma mecânica de VL 1931 que por enquanto só serve de enfeite
 
 
 Resolvi fazer um teste da mecânica VL no quadro WL, ou seja, uma mecânica de 1200 cc em um quadro de 750 cc. Para minha surpresa coube certinho, precisarei apenas fazer uma pequena modificação nas bases de fixação do motor pois os furos do VL são um pouco mais espaçados que o do WL
 
 
O câmbio também coube mas como é um pouco maior ficará com pouco espaço para o deslocamento antero-posterior, o que reduzirá um pouco a margem para regulagem da corrente da primária, mas isso é fácil de resolver, se for o caso basta colocar um esticador como o do shovel
 
 
Como hoje é domingo de carnaval, resolvi fazer um ensaio. Quadro e tanque de WL, frente Springer de VL, rodas aros 21 com cubos star hub, para lamas traseiro parcial de UL. O guidão é feito de uns pedaços de guidão de UL sem o centro

 
E não é que ficou com uma cara interessante. Preciso agora colocar o motor só para ver melhor 
O projeto não sei se vai sair, mas ao menos já tem nome: Flatstein
 

Pensei até em fechar mais as laterais do para lamas traseiro para deixar mais ainda com cara de dirt track

domingo, 8 de fevereiro de 2015

REVISÃOZINHA ...




 A shovel estava com as buchas dos raisers originais e portanto com um desgaste absurdo, durante o transporte o guidão prensou os fios e ela ficou sem partida, como não tem kick fui obrigado a improvisar, desmontei a capa do escape para permitir a ligação direta. Sorte que o piloto era das antigas e já estava acostumado com esse tipo de downgrade
 
 
Durante o evento ela comportou-se muito bem, mas apesar disso, na volta eu fiz uma pequena revisão que estava devendo há muuuito tempo
 
 
Baixei toda a frente da moto, lubrifiquei os rolamentos da mesa, substitui as buchas dos raisers que já estavam compradas há pelo menos uns 4 anos


 Substitui todos os fios quebrados
 

Reorganizei toda a instalação elétrica


Aproveitei para trocar a cebolinha de acionamento do freio dianteiro por uma que eu tinha de reserva
 

Troquei as molas  da suspensão dianteira por novas da Progressive Suspension, essas molas também já estavam comigo ha meses esperando ânimo para o serviço
Notem que elas são bem menores que as originais e  que seus elos não tem uma distância homogênea entre si, isso é o que dá o efeito de duplo estágio


 Como essas molas são menores no kit acompanha um par de calços ridículos feitos de canos de PVC e que devem ser cortados de acordo com o modelo da moto
Com o uso desses calços deve-se eliminar o sistema de saída de ar da suspensão ou, conforme orientação do manual, fabricar novos calços mais largos
 
 
Logicamente não resisti e fiz calços novos para manter o sistema original
 

Aproveitei para trocar o óleo e o filtro. Nisso reparei que o sistema de trava da tampa estava espanado, tinha certeza que tinha uma tampa zero em algum lugar, algumas várias caixas depois, achei-a
 

Depois foi "só" remontar a frente toda e partir para o teste de estrada no ano novo
 
 
Mas eis que fiquei na estrada no dia 31 com uma bobina derretida !
40º com uma bobina de 2,5 ohms foi uma combinação desastrosa Mas como quem guarda tem, recoloquei a original de 4.8 ohms
 
 
Ai foi só alegria, já estava com os amortecedores traseiros PS, agora com essas molas dianteiras ficou uma beleza, a frente parou de flutuar
E eu ficava culpando o morcegão ...
 
 
 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

TEM UMA ESTRANHA NO NINHO. UM NOVO PROJETO NA JURASSIC MACHINES.


Prá quem pensava que a Jurassic Machines é 100% Harley Davidson, chegou por aqui uma inglesinha pra quebrar o paradigma, uma Norton ES2 1950, que por enquanto será chamada de Torton até que a restauração avance (porque 100% concluída já sei que nunca será...) e possamos chamá-la de "The Norton"

essa é uma ES2 1947 (não, não é a Torton)


A conselho do Mestre Hadys, resolvi segurar a ansiedade e me dedicar a pesquisa bibliográfica antes de sair detonando no ebay atrás de um monte de peças que, no final, eu talvez acabe por nem utilizar por ter mudado o foco do projeto no meio do caminho.

Um pouco da história da ES2 afinal, cultura automobilística (ou seria motomobilística?) nunca é demais:

A ES2 foi produzida pela Norton a partir de 1927 com um motor monocilíndro de 490 cc de curso longo, com diâmetro de 79 milímetros x 100 mm de curso e foi originalmente lançada como uma motocicleta esportiva, mas que ao longo dos anos foi gradualmente ultrapassada por modelos mais poderosos da própria Norton, como a Manx.

 A Norton ES2 teve inicialmente um quadro CS1 de 3 tubos e o recém desenvolvido motor OHV - OverHead Valve (válvulas no cabeçote) redesenhado com magneto montado atrás do motor e pushrods (varetas de válvula) cobertas . O projeto do quadro foi logo alterado para um berço duplo, que permaneceu em produção com modificações menores até a introdução do quadro Featherbed (colchão de penas em uma tradução literal) em meados dos anos 50.

Durante a Segunda Guerra Mundial, toda a produção de Norton foi entregue ao exército que demandava máquinas de motores de válvulas laterais. A produção dos motores OHV foi retomada após a guerra e, em 1947, a ES2 recebeu um garfo dianteiro telescópico de atuação hidraulica, inovador para a época e deixou de ser "rabo duro" com uma suspensão traseira com molas recobertas, conhecida como plunger, desenvolvida nas pistas de corrida. Em seguida, as partes internas do motor receberam muita atenção, com uma série de modificações sendo incorporadas em 1948. A caixa de câmbio passou a ser “deitada” a partir de 1950 e em 1951, recebeu um tanque de gasolina maior de 3,5 galões.


O modelo manteve-se popular por muitos anos devido à sua confiabilidade e facilidade de manutenção, bem como pelo design tradicional. A maioria das pessoas acredita que ES significa enclosed springs (molas cobertas) em referencia ao plunger mas ele só foi introduzido em 1947. O mais provável é que o termo se refira as molas das válvulas do motor cobertas. Outra possibilidade é que o nome ES2 seja a uma referência a easy2 (easy=fácil).

A partir de 1953, o quadro foi mudado para o famoso Featherbed da Norton e em 1959 recebeu uma  caixa de câmbio AMC melhorada, a cabeça do cilindro foi revista, um alternador Lucas RM15 de 60 watts com bobina de ignição (até então usava magneto) e um freio dianteiro com tambor de 8 polegadas foi adicionado. Uma ES2 com um chassis Featherbed wideline (largo) foi testada pela revista Ciclo Motor em  junho de 1959 e alcançou uma velocidade máxima de 82 mph (132 km/h) e com consumo de combustível de 56 mpg (90 km/4,5 L ou 20 km/L) a velocidade constante de 60 mph (96,6 km/h).


Para 1961, em comum com outras Nortons de motores grandes, a moto foi melhorada com um quadro Slimline com longarinas superiores mais estreitas, o que permitia também um tanque reestilizado e mais estreito.

A última Norton ES2 foi produzido em 1964, embora uma máquina Matchless G80 com emblemas da Norton tenha sido produzida  com o mesmo nome por mais dois anos antes de descontinuação definitiva que coincide com o fracasso comercial do Grupo AMC.

No próximo post, falo um pouco mais da Torton que esse já está grande demais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

TRUST ME ...


Rodo sempre de moto antiga e a  mais nova que já tive na vida foi uma XLX250 1985,  os amigos já se acostumaram e com o passar do tempo começaram a se interessar nas velhinhas, acompanham e ajudam nas reformas, aprenderam a rodar com câmbio na mão e embreagem no pé, dirigir sidecar sem acertar carro parado, ligar as tranqueiras com magneto e/ou avanço manual



 
Sempre tem um que se empolga um pouco mais, nesse caso foi o Jayme, que acabou contaminado pela ferrugem e adquiriu uma Norton ES2 para restaurar, assim como eu ele não é mecânico e está aprendendo na marra, com manuais e conversas de boteco



Como me sinto culpado pela bucha que ele se meteu, resolvi abrir um espaço aqui para ele colocar as dificuldades e alegrias de fuçar por conta própria na sua primeira moto antiga
Seja bem vinda Torton !


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

LIVRO DE CABECEIRA

Sempre me perguntam onde aprendi a reformar motos já que essa não é minha profissão, inicialmente com o mestre Nenê, mas o aprimoramento se deu com os livros, já são mais de 150 volumes só sobre HDs antigas/customizadas, mas esse é o meu livro de cabeceira 
 
 
 Para quem quer fazer uma restauração séria esse é um livro imprescindível, não pelas informações mecânicas, mas pelas especificações ano a ano
 O meu está quase desmanchando de tanto uso e com várias paginas sujas de graxa pelo uso em campo
 
 
 
Quando fiz a restauração da WLA consegui comprar a versão para Harley militar, deu trabalho pois como estava esgotado os preços na Amazon eram fora da realidade. Um dia vi um anunciado no ebay, não era barato mas não era o roubo da Amazon, para minha surpresa comprei direto do autor e recebi o livro autografado
 
 
 
 Eis que fiquei sabendo que seria lançada a segunda edição do livro, entrei então na lista de pré venda no site  http://www.howtorestoreyourharleydavidson.com/ 
Durante o processo de compra acabei trocando alguns e-mails com a editora e falei do grande uso que fazia do livro, enviei algumas fotos e vídeos, solicitaram mais e enviei mais algum material das reformas/restaurações
 
 

Algum tempo depois recebi o livro, agora em dois volumes, um só de acessórios 
 
 

E para minha surpresa, dessa vez recebi com autógrafo e dedicatória !
 
 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

VINGANÇA ?

A "bigorna", pilotada pelo meu amigo Demolidor, já havia participado da edição anterior do www.penatabua.com  na primeira bateria exclusiva de motos 
 

Mas em uma manobra desleal, de forma maldosa e premeditada ele ultrapassou o chefe na ultima curva 
 

Inexplicavelmente nessa edição do evento, a moto sofreu uma pane seca durante os treinos



Seguida de uma vela queimada no cilindro traseiro
 

Só posso dizer que nada é por acaso !
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