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terça-feira, 7 de abril de 2015

TORTON, CHECANDO O CARBURADOR

Como já havia comentado, o carburador original da Norton ES2 de 1950 é um AMAL 276BAU/1BE e foi uma das primeiras coisas a serem checadas. Comprei um jogo de juntas pelo ebay.uk que surpreendentemente chegou aqui em 10 dias então, parti para a limpeza.

Na desmontagem, ele não parecia muito judiado, ou seja, quem mexeu nele antes não era troglodita mas o pistão e o guia onde ele corre já apresentavam um sinal de desgaste acentuado. O restante, bóia e válvula e os gicles parecem em bom estado.

Depois de montado e instalado, vamos à tentativa de ajuste da mistura e da marcha lenta.


Taí o bichinho reinstalado na moto. Depois de ficar de perna mole de tanto pular na alavanca do kickstart, ela pegou e começou a tentativa de ajuste do "bura". O único ajuste possível foi com a marcha lenta muito alta. Qualquer tentativa de baixar a marcha lenta fazia a moto morrer.



Mesmo depois de uma volta de test drive - ou seria test ride? - para ver se com o motor mais quente a coisa ficava mais fácil, o carburador continuava a teimar em ficar acelerado.

Como originalmente ele não tem filtro de ar, uma olhada pelo venturi de entrada de ar permitiu perceber que o pistão realmente apresentava uma folga excessiva. era possível ver a vibração do pistão na guia. Estava explicado a dificuldade de obter uma regulagem de marcha lenta decente.

Essa peça em latão é a válvula de aceleração ou pistão. Havia um desgaste acentuado tanto nela como no próprio corpo do carburador

Uma pesquisa no site da Amal revelou que um pistão (throttle valve ou válvula de aceleração no original) novo custava 40 libras na Inglaterra. Considerando a conversão de libra para real mais o custo da remessa e o obsceno imposto de importação de 60%, a conta poderia chegar mais de 300 reais. Além disso,  a simples troca do pistão poderia não ser suficiente pois ainda havia o desgaste do próprio corpo do carburador então, a solução foi partir para um bura alternativo.

O Marcelo Camargo que já restaurou uma ES2 já havia me dito que o carburador da XL350 serviria bem mas diante da dificuldade de achar o original da XL,  fui buscar uma alternativa dentro da linha da Mikuni. Optei pelo Mikuni VM-26 que tem um venturi de 26 mm e um diâmetro de saída da mesma medida do coletor de admissão da Norton, 30 mm.    

Aproveitando uma viagem de serviço à terra natal da Torton, comprei o Mikuni e uma flange de borracha para adaptá-lo ao coletor de admissão.

O resultado é esse aqui:
 Até que ficou bonito, não foi? Aqui já com as novas torneirinhas de gasolina pois as antigas estavam emperradas, só giravam na base do alicate.

A moto imediatamente aceitou a regulagem de marcha lenta mostrando que o carburador era mesmo o problema embora ainda judie um pouco para dar a partida então, a próxima coisa a revisar será o circuito de ignição.

Um comentário:

Lisandro disse...

Legal o post Jayme, preciso ver a Torton pessoalemente!! Ainda não fomos apresentados....

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