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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

E COM VOCÊS, "THE UNAPPROACHABLE TORTON"

como prometido no primeiro post, temos o prazer de apresentar a "Torton":



não se animem muito, motos são como mulheres, sempre parecem melhores nas fotos (se o fotógrafo for bom...)

peraí, e de onde vem o unapprochable (inalcançável)?

Uma das coisas que me divertem quando busco mais informações sobre algo das décadas de 40-50-60 é o tipo de propaganda que era feito na época. Vejam um anúncio de 1950 da própria ES2:


"Construída a luz da experiência, a inalcançável Norton, a melhor dona da estrada do mundo" 

se bem que existem hoje em dia umas propagandas de carros coreanos que não estão muito longe disso né, Veloster? kkkk

 mas voltemos à Torton que é o que interessa. A versão corrente é que ela pertenceu desde 0 km a um senhor de 82 anos do interior do Estado do Rio de Janeiro que a usou por muitos anos para vir do Rio, onde morava, para São Bernardo do Campo, região da Grande São Paulo, onde trabalhava em uma montadora. A cerca de 10 anos atrás, ela foi encostada nos fundos da casa e permaneceu lá até que ele decidisse vendê-la no final do ano passado.

A gente nunca consegue saber o quanto é história e o quanto é estória, mas considerando o estado geral em que a comprei, a história parece bastante plausível. Comprar uma moto de 65 anos de idade, ainda em um estado razoavelmente original, ou seja sem ter sofrido uma restauração completa e funcionando, foi realmente um achado.

Enquanto espero pelo acerto da documentação, já que ela ainda está com placa amarela, surgiu a discussão sobre que tipo de restauração ela merece. E claro, isso já rendeu mais algumas horas de mesa de boteco com o Hadys discutindo as opções.

Existe aquela restauração clássica, estilo "Overhaulin" onde o veículo é desmontado e totalmente refeito, da pintura do chassis até o último decalque do tanque e naturalmente, esse tipo de restauração salta aos olhos pois parece que a moto acabou de sair da linha de montagem, mas outro tipo de restauração tem se tornado mais comum e valorizado nos últimos anos. É aquele que procura preservar a história do veículo, mantendo original tudo que ainda esteja funcionando.

Sem desmerecer quem prefere a primeira opção, que sempre é visualmente exuberante, decidi optar pela segunda. Vou arrumar os problemas mecânicos que ela tiver, recuperar as peças que estiverem excessivamente enferrujadas e/ou desgastadas para deixá-la em uma boa condição de rodagem mas vou mantê-la basicamente no estado atual. Em resumo, ela vai continuar a Torton, ou seja, uma Norton tortinha, até que, quem sabe um dia, devido a algum problema mais sério, eu seja obrigado a desmontá-la e me anime a encarar uma restauração "overhaulin".

No próximo post, o primeiro test drive e avaliação mecânica da criança.

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